Friday, July 22, 2005
Já estou de volta, infelizmente, tenho responsabilidades virtuais e profissionais além de tudo. Obrigada pelos scraps no meu orkut, e pelas mensagens por email que recebi. Prometo responder tudo, aos poucos. Novidades? Sim, muitas... logo logo aparecerão! Desculpem-me pela demora em adicionar todos que me acharam nessa parada que eu dei... também tenho saudades de todos. Hasta pronto, chicos y chicas!
Thursday, May 26, 2005
Por quê o último? Pois é, é isso mesmo que vocês estão pensando. Vou me ausentar da internet por alguns meses, faz parte do meu tratamento.
Mas, meus telefones continuam os mesmos e minha casa também. Esse instituto de beleza vai parar por enquanto, mas prometo voltar um dia.
Deixem comentários, e desculpem-me pelo post gigante que vocês serão obrigados a ler agora.
Até mais, Regina Sato.
Sunday, May 08, 2005
Calada Sombria Dormindo Desentendida Triste Solitária Sonhando Taciturna Subentendida Dopada Careta Clean Esperando Chorando Sorrindo Dormindo Gritando Comendo Dormindo Idealizando Projetando Amando Sentindo Assistindo Ouvindo Dormindo Dormindo Dormindo...
Monday, April 25, 2005
"Para celebrar tudo de novo que é a minha vida, para chorar tudo o que se passou, para receber tudo e todos que já tinham passado e estão voltando. Para mim, pro meu corpo febril, contudo cheio de esperança. Para mim, egoisticamente."
Algo aconteceu. Ainda está acontecendo,
Me retém. Foi verdade à noite e é verdade agora.
Quem foi quem?
Estive dentro dela e ela esteve em volta de mim.
Quem jamais poderia dizer que estava junto com outro ser?
Estou junto...
Não uma criança mortal foi concebida...
Mas um quadro imortal.
Aprendi o sentido da surpresa esta noite.
Veio para me levar para casa e encontrei um lar.
Aconteceu uma vez...
Uma só vez, portanto para sempre.
A imagem que criamos estará comigo quando morrer.
Terei vivido dentro dela.
Primeiro nossa surpresa.
Surpresa de homem e mulher,
fez de mim um ser humano.
Eu.... Sei... Agora...
O que...
Nenhum Anjo...
Sabe....
Nada melhor que a busca, acompanhada de Fernando Pessoa, Win Wenders e um bom anti-inflamatório.
Wednesday, April 20, 2005
CODEÍNA / MORFINA
Esse é o nome da minha nova companhia. Ingrata por diversas vezes, mas necessária.
Ao todo são 60 mg por dia, variando entre 90 e 120 mgs, dependendo da dor.
É uma dúvida cruel, a cada duas horas tenho que optar entre: "ler-pensar-escrever-conversar-ver um filme-concentrar" COM dor, ou não fazer nada disso e não sentir dor. A codeína me traz reações adversas cruéis. Perco quase 50% da minha visão, deixando tudo meio nublado na minha frente, o que não me deixa ler, nem ver filmes com legendas... Náuseas, vômitos, fraqueza, febre, desmaios fazem parte do meu dia, e muitas vezes da minha noite. Quando o remédio reage bem, eu durmo. Por três horas, se tiver muita sorte.
É isso.
Vou abrir uma comunidade no ridículo, viciante e maldito Orkut:
Eu odeio, mas tomo codeína.
Monday, April 11, 2005
Eu quero a minha vida de volta.
Foram essas palavras, incansavelmente repetidas que me fizeram adormecer a noite passada. Entendo que ando mal humorada, grossa, mal educada, quieta, sumida, escondida, sem vontade de fazer nada, a não ser reunir duas ou três pessoas em casa e conversar sobre as mesmas coisas de sempre, fazendo as mesmas coisas de sempre.
Eu quero a minha vida de volta.
Quero ir à padaria, ao boteco, ao supermercado, à casa de amigos, ao trabalho. Não me movimento mais sozinha, não me transporto pra nenhum lugar sozinha. Tenho que beber no mínimo quatro litros de água por dia, e faço uma dieta a base de vento. Preciso perder peso urgentemente. Preciso tomar morfina uma vez ao dia (o que acaba sendo divertido), e nunca mais comi carne negra.
Eu quero a minha vida de volta.
Não quero pedir desculpas por nada do que ando fazendo ou falando. Quero pedir paciência. Só isso. Estou com um problema sério, como já disse à muitas pessoas. E não sei lidar com isso.
É óbvio que sinto saudades de tudo, é óbvio. Mas, agora, não tenho nada a oferecer à ninguém. Apenas uma cara fechada, respostas monossilábicas e algumas reclamações de dor.
Eu quero a minha vida de volta.
Amo as mesmas pessoas, as mesmas coisas e as mesmas músicas. Quero muito o mesmo beijo, o mesmo abraço, o mesmo carinho. Mas estou fraca.
Eu quero a Regina de volta. Só isso. E estou lutando muito pra que isso aconteça.
Sunday, March 20, 2005
Poema desconsolado
Em meio aos papéis picados
Que a chuva quis levar
Mas deixou,
Fico eu, faltoso de uma festa
A que não fui,
Saudoso de quem jamais me viu
Ou, mesmo se vir, não virá;
Fico eu, contemplando igrejas vazias
E enfileirando promessas ditas sem palavras
Ou vontade, apenas porque agradam a quem as faz
E quem as ouve;
Fico eu, no desconsolo de um domingo à tarde,
Arrastando os pés e os móveis teimosos,
No lodo que a alegria me legou;
Aos tropeços, pernas e braços partidos,
A trilha para sempre perdida,
Um bibelô rachado.
Poema escrito por Ricardo Miyake, que eu tive o privilégio de ler nesse momento tão único da minha vida...



